domingo, 18 de março de 2012

HISTÓRIA DO NOVICIADO REDENTORISTA (1906 - 1966)

 
A presença dos Redentoristas no Brasil tem seu início com a chegada dos Holandeses ao Rio de Janeiro e Minas Gerais, em 1893, e com os Alemães em São Paulo e em Goiás no ano de 1894. Durante certo tempo, não houve o cuidado ou a preocupação em cultivar vocações da terra, pois era parte de mentalidade da época a ideia de que os brasileiros não serviam para serem padres ou religiosos, tornando-se impossível a construção de casas de formação em terras brasileiras.

Apesar da resistência por parte de alguns dos missionários, os alemães foram os primeiros que se propuseram a investir e trabalhar na formação de redentoristas brasileiros, criando em 1898 o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, SP. Já os missionários holandeses do Rio e Minas Gerais fundaram sua primeira casa de formação no Brasil somente no ano de 1924. Antes disso, quando existiam candidatos mineiros e cariocas à vida religiosa redentorista, estes eram enviados para estudar em Aparecida, SP.

No final do ano de 1905, os primeiros estudantes do Juvenato Santo Afonso concluíram o tempo de formação no seminário menor – que naquela época durava em torno de sete anos – deveriam ir, então, para o Noviciado, que neste tempo ocorria antes dos estudos filosóficos e teológicos.

Pe. Lourenço Hobbauer
Após algumas discussões, o Superior Geral, Pe. Mathias Raus, determinou que o Noviciado fosse instalado no convento redentorista situado na Penha, em São Paulo, como de fato aconteceu, e no 3 de maio de 1906, fez-se a abertura do primeiro Noviciado da então Vice-província de São Paulo. Eram cinco os candidatos, tendo como mestre o Pe. Lourenço Hobbauer. Importante ressaltar que, desde 1896, já existia um Noviciado primeiro em Campininhas de Goiás e, depois, em Aparecida, SP, destinado aos candidatos a Irmãos Leigos.

O Noviciado na Penha funcionou por apenas um ano, sendo transferido para Aparecida no ano seguinte, onde permaneceu até 1913, quando foi transferido para Bom Jesus dos Perdões – SP, funcionando no convento anexo à igreja até 1920, retornando novamente para Aparecida, SP. Em Aparecida, os noviços instalaram-se no chalé nos fundos do Convento, ao lado da Basílica Velha, e foram mestres de noviços, durante esses anos, os padres: Roberto Hansmair, Lourenço Hobbauer e Francisco Alves.  A constante movimentação de pessoas que existia em Aparecida tornava, por vezes, inviável a presença do Noviciado na cidade. Por esse motivo, novamente, pensava-se em transferir o Noviciado para outra localidade.

Pe. Francisco Alves C.Ss.R.
A ideia de transferência concretizou-se somente em 1928, quando a então Vice-província adquiriu uma chácara na cidade vizinha de Pindamonhangaba – SP, e para lá transferiu seu Noviciado em 1929, ali permanecendo até 1966.  Em Pindamonhangaba, finalmente, encontraram um local calmo, sossegado e silencioso, onde o Noviciado pôde permanecer pode por mais de trinta anos. A casa, que no começo era pequena, aos poucos foi sendo ampliada e melhorada, chegando a abrigar mais de trinta noviços. Foram mestres de noviços neste período os padres: Francisco Alves, Carlos Eugênio Johner, João Batista Kiermeier, Luís Weiss, Luís Alonso, Artur Bonotti e Mário Bonotti.     

Com a saída de Pindamonhangaba, o Noviciado da agora Província de São Paulo passou novamente por um período peregrinação de transferências de cidades e sem permanecer muito tempo em um mesmo local. Com as reformas propostas pelo Concílio Vaticano II e, por conseguinte, a renovação das Constituições e Estatutos da Congregação, ocorreram também mudanças no campo da formação, dentre elas a realização do Noviciado imediatamente após os estudos de filosofia e não antes, como acontecia, mas esta é uma história para a próxima edição.
                                                                         Daniel Benedito A. dos Santos Siqueira

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